Há uma relação muito própria com a indústria da beleza por parte de Millenials e pessoas da Geração Z. Sendo verdade que os mais novos são o futuro, então é ao último grupo que devemos prestar atenção. Os factos corroboram esta premissa: Estudos indicam que a faixa etária dos 18 aos 24 anos tem uma influência muito grande no desenvolvimento de novos produtos apresentados. Mas mais do que isso, nas estratégias de negócio em todos os setores.

Perante uma geração que não tem tempo para coisas que não lhes serve, ou não têm utilidade, as marcas de beleza viram-se obrigadas a mudar a sua forma de comunicar. Tiveram que deixar de tratá-los como meros consumidores, para passarem a dirigir-se a eles como pessoas. Pessoas que têm diferentes reportórios, valores, necessidades e desejos. O que resultou num diálogo mais inspiracional, que representa as suas escolhas e os ajuda a tornarem-se no que eles aspiram.

Não há muito tempo atrás, as estratégias de comunicação e de marketing passavam sobretudo pela publicidade. A sua presença fazia-se notar nas páginas dos jornais e revistas, outdoors, ou nos ecrãs na televisão em horários cirurgicamente escolhidos para conseguirem chegar ao target. Em geral, os consumidores confiavam nas principais marcas e não se interessavam muito com os métodos usados ​​nos processos de fabrico dos seus produtos.

Foto: Rhode Skin

Os adolescentes e jovens de hoje não se encaixam nesse perfil, são nativos digitais completas. Nasceram num mundo com uma linguagem e um cenário de consumidores totalmente diferentes dos seus antecessores. Em suma, eles existem muito confortavelmente em duas esferas diferentes: a vida real e a digital. Como geração, eles interessam-se pela beleza por causa da forma como vivem as suas vidas dentro dos écrans e nas redes sociais. E embora haja alguma preocupação sobre essa revolução da “sociabilização pela beleza”, é importante entender que a beleza é também a forma que esta geração utiliza para se conhecerem, se unirem e empoderarem. Estes jovens estão a descobrir-se e, nesse sentido, usam a beleza como um playground para a auto-expressão.

A questão da sustentabilidade e a rastreabilidade dos ingredientes utilizados é um dos focos de comunicação das marcas hoje em dia. Isso acontece porque estas pessoas são fortemente motivadas pelas suas crenças nas questões das mudanças climáticas e inclusão (como indica o estudo feito pelo Instagram). Se eles sentirem que o produto não encaixa nestas crenças, rapidamente procuram outro.

Quer me parecer que o futuro da beleza está em boas mãos. E espero assistir a uma mudança de paradigma e sobretudo na auto-estima e confiança das pessoas mais acentuada.

Artigo escrito por Inês Fontoura, Head Of Luxury, Fashion & Beauty Department

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